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Brasil é o segundo país com mais mortes de defensores ambientais em 2025

Relatório da Global Witness registrou 26 assassinatos no país; Rondônia e Pará concentraram metade dos casos brasileiros.

Redação Portal Phoenix
Defensores ambientais atuam na proteção de territórios e do meio ambiente.
Relatório aponta aumento das mortes de defensores ambientais no Brasil em 2025. — Global Witness / Divulgação

O Brasil registrou 26 assassinatos de defensores da terra e do meio ambiente em 2025, mais que o dobro dos 12 casos registrados no ano anterior. Com o resultado, o país aparece como o segundo com maior número de mortes no mundo, atrás apenas da Colômbia, que contabilizou 39 casos.

Os dados fazem parte de um novo relatório da organização Global Witness, divulgado nesta quarta-feira (16). Ao todo, foram registrados pelo menos 124 assassinatos de defensores ambientais e territoriais em 2025 em diferentes países.

Rondônia e Pará concentram metade dos casos

No Brasil, Rondônia e Pará concentraram metade dos assassinatos registrados em 2025, segundo o levantamento. A organização aponta que grande parte dos casos está relacionada a disputas por terra e conflitos envolvendo territórios tradicionais.

Entre os casos documentados no país, sete estavam ligados a territórios indígenas e 14 envolviam agricultores familiares. A Global Witness também aponta que interesses relacionados à mineração, exploração de madeira e agronegócio aparecem entre os fatores associados aos ataques contra defensores.

A situação brasileira ocorre dentro de um cenário regional mais amplo. A América Latina concentrou 85% dos assassinatos registrados mundialmente em 2025, mantendo-se como a região com maior número de mortes de defensores ambientais e territoriais desde o início do levantamento anual da Global Witness.

Mais de 2,3 mil mortes desde 2012

De acordo com a organização, desde 2012 foram documentados 2.375 assassinatos e desaparecimentos de defensores da terra e do meio ambiente no mundo.

Mais de três quartos das vítimas registradas em 2025 eram pequenos agricultores, povos indígenas ou pessoas afrodescendentes. Os conflitos por terra estiveram associados a mais da metade dos assassinatos documentados no período.

A Global Witness ressalta ainda que os números podem representar apenas parte da violência existente, já que ameaças, intimidações e outros ataques nem sempre são registrados ou documentados.

No ranking de 2025, depois da Colômbia, com 39 mortes, e do Brasil, com 26, aparecem Honduras e Filipinas, com 12 casos cada, seguidos pelo México, com 10, e Guatemala, com oito.

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