Chuva de meteoros poderá ser vista em Rondônia e em todo o Brasil nesta quarta-feira
Orionídeas atingem o pico de atividade na madrugada de 21 de outubro; fenômeno pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais.
Orionídeas atingem o pico de atividade na madrugada de 21 de outubro; fenômeno pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais.

Quem gosta de observar o céu terá uma oportunidade especial na madrugada desta quarta-feira (21). A chuva de meteoros Orionídeas chega ao pico de atividade e poderá ser vista em todo o Brasil, inclusive em Rondônia, sem necessidade de telescópios ou outros equipamentos.
Segundo informações divulgadas pelo Observatório Nacional e pela International Meteor Organization (IMO), o fenômeno pode produzir cerca de 20 meteoros por hora ou mais em condições ideais de observação. A quantidade efetivamente visível, porém, depende de fatores como a luminosidade do céu, a presença de nuvens e a localização do observador.
As Orionídeas são conhecidas pelos rastros rápidos e brilhantes que atravessam o céu por alguns instantes. Em determinadas situações, alguns meteoros também deixam trilhas luminosas.
O período mais favorável será entre 1h40 da madrugada e o amanhecer desta quarta-feira (21), quando a Lua já terá se posto e o céu ficará mais escuro.
Para aumentar as chances de visualizar o fenômeno, a recomendação é procurar um local aberto, afastado da iluminação intensa de ruas, prédios e estabelecimentos comerciais. Também é importante verificar a previsão do tempo, pois nuvens podem dificultar ou impedir a observação.
Não é necessário olhar exclusivamente para um ponto específico do céu. Embora os meteoros pareçam surgir de uma região próxima à constelação de Órion, eles podem aparecer em diferentes direções.
O fenômeno acontece quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém partículas e detritos deixados pelo cometa Halley em suas passagens anteriores pelo Sistema Solar.
Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, esses fragmentos aquecem e produzem os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes. Apesar da aparência, não se trata de estrelas caindo, mas de pequenas partículas que se tornam luminosas durante a passagem pela atmosfera.
As Orionídeas recebem esse nome porque seu ponto radiante — a região do céu de onde os meteoros parecem partir — fica na constelação de Órion, conhecida por abrigar as Três Marias.
O cometa Halley passa pelas proximidades da Terra aproximadamente a cada 75 ou 76 anos. Mesmo quando o cometa está distante, os fragmentos deixados em sua trajetória continuam provocando chuvas de meteoros periódicas.
Para quem pretende acompanhar o fenômeno em Porto Velho ou em outras cidades de Rondônia, algumas medidas simples podem ajudar:
A observação a olho nu é suficiente. Binóculos e telescópios não são necessários, pois reduzem o campo de visão e dificultam acompanhar os meteoros que surgem rapidamente em diferentes partes do céu.
A visibilidade não é garantida: mesmo durante o pico, a quantidade de rastros percebidos varia de acordo com as condições locais. Ainda assim, com céu limpo e pouca iluminação ao redor, a madrugada oferece uma oportunidade para acompanhar um dos fenômenos astronômicos anuais associados ao cometa Halley.
Fonte: CNN Brasil, Observatório Nacional e International Meteor Organization (IMO).