Após morte de Netinho, entenda o linfoma não Hodgkin e os principais sintomas
INCA estima 12.560 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028; câncer afeta células do sistema linfático e pode apresentar diferentes formas de evolução.
INCA estima 12.560 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028; câncer afeta células do sistema linfático e pode apresentar diferentes formas de evolução.

A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, em 13 de outubro, voltou a chamar a atenção para o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta células do sistema linfático. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa brasileira para o período de 2026 a 2028 é de 12.560 novos casos por ano, sendo 6.580 em homens e 5.980 em mulheres.
O sistema linfático faz parte das defesas do organismo e é composto por vasos, gânglios e outros tecidos distribuídos pelo corpo. O linfoma não Hodgkin se desenvolve nos linfócitos, células que participam da resposta imunológica. Existem diferentes subtipos, que podem apresentar comportamentos e velocidades de evolução distintos.
No caso de Netinho, a doença era do tipo B. O cantor enfrentava uma recorrência do linfoma, e seu quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, conforme informações divulgadas pela imprensa.
De acordo com o INCA, os sinais associados ao linfoma não Hodgkin incluem:
Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, pois também podem ocorrer em outras condições. Quando são persistentes, recorrentes ou aparecem sem explicação, é importante procurar atendimento de saúde para avaliação.
A investigação depende da avaliação médica e pode envolver exames clínicos e de imagem. A confirmação geralmente exige uma biópsia, procedimento em que uma amostra de tecido é retirada para análise laboratorial.
Outros exames podem ser solicitados para identificar o subtipo da doença e verificar sua extensão. A escolha depende das características de cada caso.
Sim. O tratamento varia conforme o subtipo do linfoma, a extensão da doença e as condições clínicas da pessoa. Entre as opções estão quimioterapia, imunoterapia e radioterapia, utilizadas isoladamente ou em combinação, conforme a indicação da equipe médica.
Alguns linfomas apresentam evolução mais lenta, enquanto outros são agressivos e exigem tratamento rápido. Por isso, o diagnóstico específico é fundamental para definir a conduta.
O linfoma não Hodgkin reúne diferentes doenças, e não existe um único padrão de evolução para todos os pacientes. A presença de sinais persistentes deve ser avaliada por profissionais de saúde, sem que a pessoa tente estabelecer um diagnóstico por conta própria.
A estimativa do INCA ajuda a dimensionar a ocorrência da doença no país, mas não significa que todas as pessoas com sintomas desenvolverão câncer. A orientação é buscar atendimento diante de alterações persistentes e seguir a investigação recomendada pelos profissionais.