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Tribunal do Reino Unido analisa recurso sobre lei que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo em Trinidad e Tobago

Julgamento pode influenciar o futuro da legislação em países do Caribe que ainda mantêm normas herdadas do período colonial.

Redação
Imagem ilustrativa relacionada ao sistema de Justiça do Reino Unido, utilizada em matéria sobre o julgamento de um recurso envolvendo a legislação de Trinidad e Tobago que criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo.
Julgamento em Londres pode influenciar o futuro de leis sobre relações entre pessoas do mesmo sexo em Trinidad e Tobago e em outros países do Caribe.Associated Press e The Guardian.

O Comitê Judicial do Conselho Privado, sediado em Londres e responsável por atuar como instância final de apelação para alguns países da Comunidade das Nações, iniciou a análise de um recurso que pode alterar a legislação de Trinidad e Tobago sobre relações entre pessoas do mesmo sexo.

O processo discute a validade de dispositivos legais de origem colonial que criminalizam relações consensuais entre adultos do mesmo sexo. Atualmente, a legislação prevê penas que podem chegar a cinco anos de prisão.

A ação foi proposta pelo ativista Jason Jones, que questiona a constitucionalidade dessas normas. Em 2018, a Justiça de Trinidad e Tobago considerou a criminalização incompatível com direitos fundamentais, mas a decisão foi parcialmente revertida pela Corte de Apelação em 2025, restabelecendo a validade da legislação.

Agora, o caso será analisado pela mais alta instância de apelação para o país. O julgamento é acompanhado por organizações de direitos humanos e especialistas em direito constitucional, que avaliam que a decisão poderá influenciar processos semelhantes em outras nações do Caribe que ainda mantêm leis herdadas do período colonial britânico.

Ainda não há previsão para a divulgação da decisão final. Segundo especialistas, o entendimento do tribunal poderá definir novos parâmetros sobre a compatibilidade entre legislações históricas e garantias constitucionais de direitos fundamentais.

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